Frequência de dermatófitos e leveduras em tegumento de cães e gatos hígidos
DOI:
https://doi.org/10.62331/2965-758X.v1.2023.12Palavras-chave:
Microsporum, Trichophyton, Candida, Malassezia, DermatofitoseResumo
A pele é um órgão que reveste o corpo e atua como uma camada protetora contra as agressões externas. Alterações neste órgão, como queda de cabelo, manchas evidentes, alteração na pigmentação na pele, presença de descamação ou crostas, são os principais sinais de doença dermatológica.O objetivo do estudo foi verificar a frequência de dermatófitos e leveduras em cães e gatos hígidos. As amostras de pelos e descamações de 30 gatos e 30 cães, foram cultivadasem meio de teste de dermatofitoe ágar Sabouraud Dextrose enriquecido com extrato de levedura, tiamina, antibióticos (estreptomincina e cloranfenicol) suplementado de cicloheximida e incubadas a 25ºC e 35oC por 10 dias. As culturas positivas foram avaliadas macro e microscopicamente, e os fungos identificados por métodos bioquímicos.Constatou-se que 100% dos gatosapresentaram cultura micológica positiva para Microsporum canis, 33,33% para Microsporumgypseume 50% para Trichophyton mentagrophytes, verificando-se prevalência de Microsporumcanis(p>0,001). Nos cães, 86,66% foram positivas para Microsporumcanis, apresentando prevalência sobre as demais espécies fúngicas (p<0,001). Malassezia pachydermatisfoi isolada em 50% dos cães avaliados, porémnão foi encontrada em gatos, já culturas positivas para Malassezia sppforam constatadas 6,6% dos gatos e em 26,66% dos cães.Candida albicansisolada emamostras em cães e gatos (26,66% e 33,33%, respectivamente).Conclui-se que os cães e gatos assintomáticos são portadores de agentes de dermatofitoses e de dermatomicoses, podendo ser importantes fontes de contágio ambiental e de infecção intra e interespecífica.
Referências
Farias MR, Condas LAZ, Ramalho F, Bier D, Muro MD, Pimpão CT. Evaluation of the asymptomatic carrier state of dermatophytes in cats (Felis catus-Linnaeus, 1793) destined to adoption in zoonoses control centers and animal protection societies. Veterinária e Zootecnia. 2011; 18(2):306-312. Available from: https://www.researchgate.net/publication/232612317_Avaliacao_Do_Estado_De_Carreador_Assintomatico_De_Fungos_Dermatofiticos_Em_Felinos_Felis_Catus-_Linnaeus_1793_Destinados_A_Doacao_Em_Centros_De_Controle_De_Zoonoses_E_Sociedades_Protetoras_De_Animais
Prescott JF. Veterinary Microbiology and microbial disease. Can Vet J. 2003; 44(12):986. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC340368/
Tortora GJ, Funke BR, CASE CL. Microbiology. 12a ed. Porto Alegre: Artmed; 2017.
Ramos RR, Kozusny-Andreani DI, Fernandes AU, Baptista M da S. Photodynamic action of protoporphyrin IX derivatives on Trichophyton rubrum. An Bras Dermatol. 2016; 91(2):135-140, 2016. https://doi.org/10.1590/abd1806-4841.20163643
Cabañes FJ. Dermatophytes in domestics animais. Revista Hiberoamericana de Micologia. 2000; 17:104-108. Available from: https://portalrecerca.uab.cat/en/publications/dermatophytes-in-domestic-animals-2
Menelaos LA. Dermatophytes in dog and cat. Buletin of University of Agricultural Sciences and Veterinary Medicine Cluj-Napoca. 2006; 63:304-308. https://doi.org/10.15835/BUASVMCN-VM:63:1-2:2499
Hirsh DC, Zee YC. Veterinary Microbiology. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2003.
Gangil R, Dutta P, Tripathi R, Singathia R, Lakhotia RL. Incidence of dermatophytose in canine cases apresented at Apollo Vetrinary College, Rajashtan, India. Veterinary World. 2012; 5(11):682-684. https://doi.org/10.5455/vetworld.2012.682-684
Mihaylov G, Petrov V, Zhelev G. Comparative investigation on several protocols for treatment de dermatophytoses in pets. Trakia Journal of Science. 2008; 6:102-105. Available from: https://agris.fao.org/agris-search/search.do?recordID=BG2008000528
Frias DFR, Kozusny-Andreani DI. Isolation and identification of fungi is associat of dermatophytosis and dermatomicosis on dogs. Revista CES/Medicina Veterinária y Zootecnia. 2008; 3(2):58-63. Available from: https://revistas.ces.edu.co/index.php/mvz/article/view/288
Palumbo MIP, Machado LHA, Paes AC, Mangia SH, Motta RG. Epidemilogic survey of dermatophytosis in dogs and cats attended at the dermatology service of the College of Veterinary Medicine and Animal Science of UNESP - Botucatu. Semina: Ciências Agrárias, 2010; 31(2):459-468. https://doi.org/10.5433/1679-0359.2010v31n2p459
Cardoso NT, Frias DFR, Kozusny-Andreani DI. Isolation and identification of fungi present in healthy dogs' hair and in dogs with symptoms of dermatophytosis in the city of Araçatuba, São Paulo. Archives of Veterinary Science. 2013; 18(3):46-51. http://dx.doi.org/10.5380/avs.v18i3.28975
Mancianti F, Nardoni S, Cecchi S, Taccini F. Dermatophytes isolates from symptomatics dogs and cats in Tuscany, Italy during a 15-year-period. Mycophatologia. 2002; 156:13-18. https://doi.org/10.1023/a:1021361001794
Beraldo RM, Gasparoto AK, Siqueira AM, Dias ALT. Demattophytes in household cats and dogs. R Bras Ci Vet. 2011; 18(2/3):85-91. http://dx.doi.org/10.4322/rbcv.2014.125
Ribeiro SMM, Sousa SKSA, Galiza L, Pereira EC, Couceiro GA, Meneses AMC. Retrospective study of dermatophytosis in dogs and cats attended at Veterinary Hospital of University Federal Rural da Amazônia. Research, Society and Development. 2021; 10(5):e51110515044. https://doi.org/10.33448/rsd-v10i5.15044
Moriello KA. Treatment of dermatophytosis in dogs and cats: review of published studies. Vet Dermatol. 2004; 15(2):99-107. https://doi.org/10.1111/j.1365-3164.2004.00361.x
Quinn PJ, Markey BK, Leonard FC, Fitzpatrick ES, Fanning S, Hartigan PJ. Veterinary microbiology and microbial disease. 2nd ed. Lowa, USA: Wiley-Blackwell; 2011.
Kurnatowska A, Kurnatowski P. Metody diagnostyki laboratoryjnej stosowane w mikologii [The diagnostic methods applied in mycology]. Wiad Parazytol. 2008; 54(3):177-185. Available from: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19055058/
Kozel TR, Wickes B. Fungal diagnostics. Cold Spring Harb Perspect Med. 2014; 4(4):a019299. https://doi.org/10.1101/cshperspect.a019299
Alterthum F. Microbiology. 6ª ed. São Paulo: Atheneu; 2015.
Procop GW, Church DL, Hall GS, Janda WM, Koneman EW, Schreckenberger PC, et al. Microbiological diagnosis - text and color atlas. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2018.
Kindo AJ, Sophia SK, Kalyani J, Anandan S. Identification of Malassezia species. Indian J Med Microbiol. 2004; 22(3):179-181. Available from: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/17642728/
Hamdino M, Saudy AA, El-Shahed LH, Taha M. Identification of Malassezia species isolated from some Malassezia associated skin diseases. J Mycol Med. 2022; 32(4):101301. https://doi.org/10.1016/j.mycmed.2022.101301
Silva FASE, Azevedo CAV. Principal components analysis in the software assistat-statistical attendance. In: World congress on computers in agriculture. 7th ed. Reno: American Society of Agricultural and Biological Engineers; 2009.
Cafarchia C, Romito D, Capelli G, Guillot J, Domenico O. Isolation of Micropsporum canis for hair coat of pet dogs and cats belonging to owners diagnosed with M. canis tinea corporis. Veterinary Dermatology. 2006; 17(5):327-331. https://doi.org/10.1111/j.1365-3164.2006.00533.x
Pascoli AL, Bortolatto AC, Reis Filho NP, Ferreira MGPA, De Nardi AB. Dermatophytosis caused by Microsporum canis and Microsporum gypseum: literature review. Medvep Dermato - Revista de Educação Continuada em Dermatologia e Alergologia Veterinária. 2014; 3(9);206-211. Available from: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/vti-11264
Smaniotto MD, Botelho TKR. Incidence of dermatophytes in dogs in the period from january 2016 to january 2018 in a veterinary laboratory of clinical analisis in the city of Chapecó - SC. Rev Bras Anal Clin. 2019; 51(4):328-334. Available from: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1104016
Romani AF, Rodrigues RPC, Amaral AVC, Ramos DGS, Oliveira PG, Meirelles-Bartoli RB, et al. Importance of fungal culture in the diagnosis of dermatophytosis in companion animals. Research, Society and Development. 2020; 9(9):e312997014. http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v9i9.7014
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2023 Flávio Oliveira Surpilli, Dora Inés Kozusny-Andreani, Ueverton Rodrigues de Sousa, Rogério Rodrigo Ramos

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os autores mantêm todos os direitos autorais e os direitos de publicação de seus trabalhos, sem restrições, concedendo à Biosciences and Health o direito de primeira publicação.
Os artigos são publicados sob a Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0), que permite compartilhar, copiar, reproduzir, distribuir e adaptar o conteúdo para qualquer finalidade, inclusive comercial, desde que sejam atribuídos os devidos créditos aos autores e à publicação original, indicada a licença utilizada e informadas eventuais alterações.




